Mas o jovem Brandão estava alerta. Quando o navio se preparava para partir, aproximou-se num pequeno barco a remos e, sem fazer barulho, o jovem subiu a bordo para tentar raptar a sua amada. Brandão foi descoberto. Sem perdão o comandante mandou-o matar e ordenou que o seu corpo fosse lançado às águas do Tejo.
Toda a cena foi observada por Paulina. Ao ver o corpo do seu noivo desaparecer no rio a jovem ,desesperada, não pensou duas vezes e atirou-se também ao Tejo.
Conta a lenda que, dias depois, os dois corpos deram à costa. O de Paulina foi encontrado numa pequena praia ali perto. Nessa altura passou a chamar-se Praia da Paulina, hoje conhecida por Praia do Lazareto. O corpo de Brandão foi encontrado na praia que hoje se chama Porto Brandão. Termina a lenda dizendo que aqueles que não conseguiram unir-se em vida, por causa da ganância de um pai, uniram-se na morte acabando sepultados no mesmo cemitério.
(baseado em Porto Brandão – O porto dos Amantes- de Carla Figueiredo em "Jornal da Região- Almada" n.º 5 de 12/11/97)
